Carga fantasma em baterias
O teste de baterias com a simples medida de tensão é
problemática, já que uma bateria pode ter uma tensão relativamente alta,
próxima do normal quando em aberto (sem alimentar nada), mas esta tensão
cairá enormemente quando solicitamos energia, alimentando algum circuito.
É comum
esse
tipo
de
ocorrência em telefone sem fio, celular, rádios de comunicação,
câmeras
digitais,
MP3, etc.
Assim, medir uma bateria com um multimetro na escala
de tensões, conforme mostra a figura 1, não é um
procedimento seguro para dizer
se uma bateria está boa, embora, com certeza ele indique que ela pode estar
ruim.
Uma bateria pode ser considerada boa quando não estiver com tensão menor que
20% do valor normal, ou seja, tem que estar com 80% de sua capacidade nominal.
O ideal é fazer a medida de tensão com carga usando um resistor em paralelo.
Como podemos observar na figura 2, o teste em uma
pilha ou bateria vai resultar em uma medida não confiável.
Vale resaltar que a tensão nominal de uma pilha é de 1,5
V
e a de uma bateria é de 1,2 V (não confundir com uma bateria de carro
por exemplo que é de 12 V, no nosso caso é uma célula de bateria).
Uma bateria de telefone sem fio possue 3 células (baterias) de 1,2 V cada,
perfazendo
um total de 3,6 V.
Além da evidente diferença de voltagem, o diferencial é que a bateria é recarregável, enquanto que a pilha se submetida a uma recarga pode explodir, causando danos irreversíveis.
Nessa outra figura (3) vemos a forma ideal e confiavel
usando um resistor como carga.
Podemos, inclusive, usar uma lampada (tipo das usadas em lanternas)
para visualizar o teste de carga e o consumo.

O valor do resistor depende do tipo de pilha ou bateria que está em teste conforme a tabela a seguir.
Tipo de pilha/bateria |
Valor de "R" Ohms |
Potência/Watts |
AAA Pilha/bateria "palito" (1,2 ou 1,5 V) |
300 W |
1/8 W |
AA Pilha/bateria Pequena (1,2 ou 1,5 V) |
100 W |
1/8 W |
Pilha Média ou " C " |
47 W |
1/2 W |
Pilha Grande ou " D " |
10 W |
1 W |
9 V Pilha ou bateria |
330 W |
1/8 W |
Apesar de ser um procedimento simples e fácil
de se executar já encontrei vários técnicos que não
atentam a esse pequeno detalhe e o mesmo acaba por tomar algumas horas, do
nosso valioso tempo, na busca de um pseudo
defeito que pode ser classificado como "defeito fantasma".
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ET - Eletrônica Total - Numero 48/1992
Curso de reparação para iniciantes - 9º Lição - Página 95
OBS: Os dados acima são da época de publicação do artigo.