A primeira coisa a saber é a respeito da linha telefonica usada pelo
orelhão, que pode ser igual à que você tem em casa (uma
minoria de linhas) ou com Anti-Tapping.
Ambas são administradas por um sistema chamado SSRTUP – Sistema
de Supervisão Remota para telefones públicos -, e o que
diferencia uma da outra é o sistema anti-fraude ou anti-tapping. Sinto informar
aos
Phacker (Hackers de Telefonia) que não se consegue fazer ligação nenhuma
desse
tipo de linha,
pois ela necessita de um código que deve ser enviado ao SSR pelo aparelho
para que o sistema libere a linha para uso e, quem faz isso, é o proprio
aparelho. Como
não
se
sabe o código e nem como enviá-lo, não tem linha liberada, ou seja, ao
tirar o telefone do gancho, você não vai ter linha imediatamente; note
que vai ouvir sons estranhos por 2 segundos e só depois o tom de discagem.
Pode-se pensar que um orelhão não tenha conta telefonica para pagar, já
que pode-se pensar que é análogo ao sistema pré pago, em que compra-se um
cartão e depois utiliza-o. No entanto, a comparação
é feita para
demonstrar
que ele
possui
todos
os registros
de todas as ligações efetuadas, recebidas, as que foram feitas a cobrar,
enfim, igualzinho a sua conta telefonica que recebe em casa, com tudo discriminado:
dia, hora, numero discado, duração, etc. Pode-se inclusive solicitar a quebra
do sigilo das ligações mediante pedido judicial caso o mesmo esteja sendo
usado para atividades ilicitas ou que se justifiquem.
Apenas a titulo de curiosidade, um orelhão pode receber chamada a cobrar, desde
que a pessoa que está recebendo a ligação coloque um cartão válido, e os créditos
serão cobrados desse cartão. Não vejo muita utilidade nisso, mais funciona.
O TP (telefone publico) é muito mais do que um simples telefone, ele é composto
de microcontrolador de 8-bits com uma placa lógica, teclado, display,
memória de 2MB e uma interface de modem de 1200bits/s padrão
V.22, uma unidade leitora de cartão e um circuito
de fonia.
O TP registra 500 eventos completos na memória e, após
isso,
ele armazena apenas quantidades absolutas, ou seja, exclue os detalhes.
Essa tecnologia tem o objetivo de informar ao SSR a situação atual do aparelho
e, para isso, em um horário pré determinado ele efetua uma ligação para
o SSR e executa o despejo de memória, inclusive informando se está com defeito,
falha
de porta, falha de monofone, cartão preso, entre outros. Caso
essa comunicação
não ocorra, o sistema tenta a comunicação com o aparelho (automaticamente)
e, caso não obtenha sucesso, é gerado um relatorio para
intervenção humana, onde um operador tenta a comunicação via softwaer e,
ainda não havendo resposta, é gerado uma ordem de serviço para deslocamento
de um
tecnico ao local de instalação.
Em função dessa nova tecnologia, tenho mais uma para os Phacker: aquele
negócio de raspar o cartão telefônico e tantas outras técnicas não funcionam
mais. Agora o TP possui um sistema que verifica se os créditos estão
sendo queimados; é um Feedback de análise da quantidade de créditos menos
os que foram consumidos e,
se não houver decrescimo na quantidade, o aparelho informa que o cartão
não é válido.
O TP tem ainda um visor (display) que permite a visualização
de mensagens de mídia
enviadas pelo SSTP com o objetivo de, primeiramente, comercializar
propagandas de estabelecimentos próximos ao aparelho. Exemplificando:
você é do sexo feminino, fura um pneu do seu carro, seu celular está sem
bateria,
você procura então um telefone público para ligar e pedir auxílio quando,
para sua surpresa, ao retirar o monofone do gancho, aparece a seguinte mensagem:
" borracharia 24 horas, a duas quadras desse orelhão, ligue xxx xxxx, aceitamos
a cobrar". A idéia era boa mas não vingou e hoje você só tem "Feliz Natal",
"Boa Pascoa"
e
similares.
É norma da anatel que os telefones públicos exibam de forma clara o número
do aparelho aos seus usuários , no entanto, se acontecer do número estar
ilegivel, basta pressionar a tecla # (jogo da velha) que o número do terminal
vai aparecer
no visor.
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